Novo sistema da Receita Federal promete acabar com a sonegação em locações e deve impactar diretamente proprietários e inquilinos.
A partir de 2026, entra em funcionamento o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), um sistema nacional criado para combater a sonegação em contratos de aluguel. A novidade deve mudar completamente a forma como as locações de imóveis são registradas e tributadas no país.
O cadastro será alimentado por informações enviadas por cartórios e prefeituras, reunindo em um único banco de dados: endereços, matrículas, proprietários, contratos e até mesmo os ocupantes efetivos de cada imóvel.
Na prática, isso significa que o inquilino será obrigado a informar onde mora, e a Receita Federal poderá cruzar esses dados com declarações de imposto de renda e outros registros. Dessa forma, quem recebe aluguel de forma não declarada ficará exposto e será facilmente identificado pelo Fisco.
Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de os proprietários buscarem alternativas tributárias mais vantajosas. Enquanto como pessoa física a alíquota pode chegar a 27,5%, uma estruturação em holding familiar de locação permite reduzir a carga tributária para cerca de 11,33%, de forma legal, além de garantir maior controle sobre o patrimônio e organizar a sucessão para os herdeiros.
O CIB não é apenas um cadastro: promete ser um divisor de águas para o mercado imobiliário, exigindo que proprietários de imóveis para locação se adaptem desde já às novas regras.



